Mercado crescente de orgânicos

O consumo de produtos orgânicos cresceu 20% em 2016.
Empresa prepara cestas orgânicas para entregar em casa.

A palavra saudável está mais do que na moda, virou um estilo de vida. O consumo de produtos orgânicos, que não usam agrotóxicos, cresceu 20% no ano passado. Pensando nisso, uma empresária carioca decidiu investir neste mercado com uma pitada de praticidade e está se dando bem.

A empresa prepara cestas de orgânicos e entrega na casa do cliente. A ideia foi da advogada Roberta Salvador, que largou a carreira em uma multinacional para montar o negócio com uma amiga.

“Sem sombra de dúvida, o consumidor hoje se afasta do fast food e quer se alimentar melhor. Só que hoje em dia é muito complicado, você vai na feira, as vezes é de final de semana, aí você quer descansar. O cliente busca o que minha empresa está trazendo para o mercado”, afirma Roberta.

A dona de casa Cristiana Cortes Alda é uma das clientes e paga R$ 330 reais por semana por um kit que dá para preparar 15 refeições para a família: “Meu primeiro interesse foi a praticidade, porque entregava em casa, já com as receitas. É uma forma de facilitar minha vida. É gostoso e saudável. Sempre tem coisa nova, a gente nunca come a mesma coisa”.

Roberta e a sócia investiram R$ 100 mil para montar a empresa. Hoje, emprega 11 funcionários, entre eles uma nutricionista. Na empresa, todo dia é uma luta para achar os orgânicos. “Se falta algum produto, a gente tem que se virar entre os fornecedores, pegar nossa lista, contatar pra ver se a gente consegue unir a quantidade que a gente precisa”, explica a empresária Paula Salgado, sócia da empresa.

A empresa tem 20 fornecedores, a maioria pequenos. Cultivados em pequena escala, os orgânicos estão mais sujeitos a variações de preço e sazonalidade. Esse é um dos desafios das empresárias nesse setor: montar uma cesta que dê lucro, com o custo dos produtos não ultrapassando 40%.

Atrativos do negócio
A empresa de alimentos orgânicos foi aberta há seis meses e as sócias admitem que as vendas já superaram as expectativas. A praticidade de entregar a cesta na casa do cliente é um diferencial. Mas têm outros.

Roberta e Paula perceberam que quem consome alimento orgânico se preocupa com o meio ambiente. Então, elas também reciclam as embalagens. Na entrega das cestas, o mobotoy recolhe a embalagem da semana anterior, que são enviadas para uma companhia de catadores. “Fechamos o ciclo todo, desde a plantação até a reciclagem, não perde nada”, diz Roberta.

Ao todo, são de 25 a 30 itens por cesta. Além de legumes, verduras e frutas, tem mel, ovos, carnes, queijos e grãos. Eles são higienizados, pesados e embalados a vácuo. E mais um diferencial da empresa: cada cesta vai acompanhada de uma receita e os ingredientes para prepará-la. Tudo supervisionado pela nutricionista Carla Cotta. A empresa entrega 320 cestas por mês e fatura R$ 30 mil. E os pedidos só crescem.

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